terça-feira, 20 de julho de 2010

Comé mesm?

Me baseando em uma postagem super legal que eu vi no blog da Eve (aqui) resolvi fazer uma postagem no mesmo estilo, e até, copiando algumas coisas, afinal, eu também fiquei surpresa com as mesmas coisas! hehehehe
Este tópico é sobre “como as coisas são diferentes aqui” e como eu reagi a elas. No ínicio era assim, agora acho que já acostumei, aí vai uma lista delas:

1.“funfióirronóinundiziebzigbitte” (leia ultra rápido, é assim que a caixa do supermercado pede seu dinheiro, aliás, elas são todas filhas do the flash)
2.QUE? (eu, no primeiro dia em um supermercado, respondendo à mocinha ali da frase acima, assim mesmo, em português, estarrecida com a rapidez hahahahaha)
3.Ah veeeeeeeelhoooooo, esqueci a sacola de novo num acreditú! Vou fazer coleção lá em casa! (Aqui, você paga pela sacola de supermercado, mas elas são beeeem boas, aguentam tipo uns 10,15 kg de compras, ou seja, você compra uma e reusa vááárias vezes a mesma. Só que eu, no meu jeito brasileiro de ser “vou passar ali no mercado rapidin”, sempre esquecia a tal da sacola em casa, que péssimo exemplo que eu era)
4.Ahhh, já tá na hora de levantar? Hmm não, são 4:30...affff. (Verão, a claridade aqui aparece por volta deste horário e desaparece ali pelas 10:30 da “noite”...e eu acordo todo o dia de manhã...preciso de uma cortina escura urgente! Hehehehe)
5.Batata de novo? (sim, batata frita, assada, com maionese, na sopa, puré, sauté e por aí vaí, meu pãnceps em crescimento agradece..GAH!)
6.Caraca! O ônibus chega no horário! E tem relógio no ponto! E tem muitas opções de transporte! (é, isso aqui é maravilhoso, incrível, fodástico...já entenderam néhn?)
7.Caramba! Tem um cachorro no meio do meu ônibus! (Aqui animal pode entrar no ônibus, bahn, whatever...eu acho bem fofo! Mas no ínicio achei estranho...)
8.Deus meu, onde eu enfio esse papel higiênico maldito? Cadê o lixo?? Socorro!! (desembarque no aeroporto de Madrid Barajas, primeiro banheiro que eu fui na europa)
9.Esse lixo aqui tá pequeno demais, deve ser pra outra coisa, não pode ser pra papel (Também no aeroporto de Madrid, descobri mais tarde que era apenas para “toallas”, que num bom espanhol significa absorveeeente!)
10.Esse é o banco mesmo? Cadê o detector de metais? (eu, já me preparando pra tirar tudo metálico e extras de dentro da bolsa, passando o maior micão – aqui o banco não tem detector de metais)
11.Gente a tiazinha te devolve 1 centavo!! (isso é muito dez, aqui o seu dinheiro é o seu dinheiro, e se sua conta deu 9,17, você vai ser cobrado em 9 euros e exatos 17 centavos, nem mais, nem menos. Sensacional!)
12.Gente, cadê a umidade do ar? (Aqui em Bremen a umidade do ar situa-se por volta de 50%, dentro do instituto que eu trabalho é mantida entre 25 a 40%, eu, que vim de uma cidade onde a umidade situa-se geralmente entre 80 e 90% soooooofrooooo)
13.Tzzzzz! Aiiiii! Choque de novo nãããão... (Eu levo choque toda a vez que eu abro alguma porta aqui no instituto onde faço estágio, TODA a vez, maldita seja a baixa umidade relativa do ar).
14.Isso é uma mulher ou um homem? (tem muita mulher estranha aqui, se vestem com calças largas e camisas/camisetas que meu irmão iria usar...ah me perdoa viu, conforto é bom, mas parecer que caiu da cama e veio trabalhar é muito estraaaaaaaanho)
15.Jesuiszinhomeajuda, quanta gente esquisita! (e feia, aqui tem gente que você nem imagina...se você se considerava pára-raio de louco no Brasil, aqui você é um poste de ferro no meio de uma relva plana, ou algo parecido com isso, deu pra entender ou quer que desenhe? =P).

Ai, ficou grande essa lista...e tem mais coisa ainda! Depois eu faço o "parte 2" hahahaha =)

domingo, 11 de julho de 2010

Acadimia

Semana retrasada comecei a fazer academia. A Karol e a Bruna, duas meninas gente fina do Brasil, acharam altas academia perto do centro da cidade e indicaram pra gente. Sai 16,90 por mês mais 20 euros de matrícula e é realmente, aaaaaaaaaaaaaaltas academia. Pô, Uandêrcléidysson tava comentando: melhor academia que eu já malhei na vida! Pior que eu acho que é mesmo. Os aparelhos todos novinhos, bonitinhos e muiiiiitos deles por m². O que eu achei estranho foi a falta de instrutores, aqui o negócio é se virar sozinho e estourar seu joelhinho “obévéo” e o fato de o interior da academia ser muito quente. Putaqueospareu, por isso que esse povo fica fidido. Eu não sou uma pessoa que sua fácil, mas eu fiz 10 minutos de elíptico e já estava pingando a testa...ai eu olho pras 17 janelas que tem no segundo andar da academia: todas fechadas e lacradas, não dá pra abrir nem que quisesse. Pô, tudo bem que aqui a galera é preocupada com “perder calor” dos ambientes e tals, mas eu achei foda. Está um clima gostoso na rua, não iria fazer nenhum mal abrir as janelas pra dar uma “arejada” hehehehe. Aaaaaah, e custa 0,50 centavos se você quiser tomar um banho! Hahahaha Ai ai ai, o negócio é ficar “chéroso” mesmo.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Mensa ensa.

Mensa, também conhecido na Alemanha como R.U. Yeaaah, restaurante universitário. Como somos estudantes desprovidos de grana essa é a nossa opção para o almoço. Aqui o almoço é um pouco mais caro que no R.U. do Brasil, varia de 1,20 a 6,50 €, dependendo do que você escolher pra comer. Isso é o legal do restaurante daqui...você tem tipo umas 10 opções de comida por dia e eu particularmente achei a comida boa. Geralmente comemos no “essen 2 e 1” que são os mais baratos, mas tem dias que esses pratos são um lixo, triste, ai acabo tendo que comer algo mais caro e acabo geralmente optando pela salada: 3,70 a 5,50 € o prato, quando tem uma peça de carne, leia-se: frango, peixe ou porco. Siiiim bródinhos!!! Salada aqui é artigo de luxo!!! Mas eu não vou comer uma pizza gorda e cheia de queijo (que custa 2,50 €) prefiro pagar mais e comer a salada que eu sei que é, pelo menos, saudável.
No mercado é a mesma coisa, pão, cookies, bolachinhas, chocolate, iogurte, queijo tudo que engorda é baratíssimo em comparação com o Brasil, agora experimenta fazer uma compra de salada...esses dias resolvemos comprar tomate pra fazer um sanduba, 5 tomates custaram 2,70 €, que foi quase igual a soma do pão+queijo+presunto+margarina. Aí me diz, como é que se faz pra não engordar nessa terra Cristo???

segunda-feira, 5 de julho de 2010

É, fiquei mais velhitcha...

27 de Junho ou 27. Juni. Aniversário da super pessoinha que aqui lhes escreve. Pô, parei pra pensar e: é meu segundo aniversário em Bremen! Tá, como assim? É que ano passado eu viajei pra visitar meus amigos aqui na Alemanha bem na época do meu aniversário e acabei passando ele aqui. Minhas lembranças? Tava friozin que nem tava no dia do meu níver agora, eu não ganhei presente e nem teve bolo legal que minha mãe sempre fazia no Brasil, sempre com aquelas velinhas branquinhas reaproveitadas a cada níver! Hehehehehehe Eu nunca dei muita bola pra aniversário, eu não sou super fã de mega festas e coisas assim, mas eu acho legal comemorar..sinto falta das velinhas reaproveitadas da mamuska...
Na real meu aniversário aqui foi puta sem graça...esse ano até que teve luauzinho e tals, mas tava frio pra caralho e eu senti muita falta da minha família...Enfim. Anotado no meu caderninho: “passar os aniversários no Brasil e perto da mamuska” =)

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Bicicrôcréta!

Comprei uma bike aeeeeeeee!!!


Bunitinha né? :)
Foi no Flohmarket (tradução livre: mercado de pulgas, infos em: http://www.breminale.de/Flohmarkt.html). É uma feira que tem aqui todo domingo onde se vendem desde quinquilharias a televisores. Usualmente é no pátiozão atrás da Hauptbahnhof ou, se não for lá, é em um tal de Hansa Carré (algum lugar no caminho para Sebaldbrück). É dominado pelos turcos e reza a lenda que boa parte das mercadorias expostas lá é de origem duvidosa, leia-se, roubada. Roubada ou não, achei uma bike pra mim.
Ela é rosa e preta, tem marcha e eu paguei 35 € por ela, mais 5 € pelo cadeado. Achei barato comparando com o Brasil, mas a bike é engraçada. O namorido tinha comprado uma bike antes de mim (ele chegou aqui uma semana antes) e a bike dele é, na minha opinião, muito pequena...sabe aquela bike aro 26 do Brasil? Algo parecido com isso. Tem marcha, freio a disco, o caralho a quatro, mas é pequena. Daí eu experimentei a dele e não gostei e fiquei me cagando de comprar uma pequena também. Resolvi imitar os alemães e comprar uma bike grande. Resultado: comprei uma bike grande demais...ahuahuahuahuahu Cara! Meu pé não encosta direito no chão quando eu paro e fazer curvas com ela é muito diferente, porque ela tem aqueles guidões mais altos sabe? Aí esquece jogo de corpo pra fazer curva, isso não existe, o guidão vira antes de você! Hehahehe Eu dou risada mental toda vez que embarco nela. A parte boa é que você fica com as costas bem eretas, o que pode facilitar a minha vida já que as minhas costas são de um compósito à base de isopor e papelão. Rá!
E ela tem luzinhas ativadas por um dínamo que fica na roda traseira...só que ele tava meio baleado e só vimos isso quando chegamos em casa, resultado, quando boto o dínamo na roda ele faz um barulho do caramba! Kkkkkkkkkkkk Parece que tem um copo de plástico no aro. Mas olhando pelo lado positivo: pelo menos eu aviso que tô chegando, assim todo mundo sai da frente e meu caminho fica mais livre ainda! Tu-dunts!
Foda é o frio matinal. Tá estourando minha garganta. Alguém partilha da situação em que parece que você não consegue respirar porque o ar é muito frio? Alguém? Alguém . . . cri cri . . . :( Mas eu tô me esforçando pra acostumar. Bike é o que há! Já economizo na “acadimia” dae...ou não! Hehehehe

terça-feira, 29 de junho de 2010

Fahren!

Fahren, numa tradução tosca e básica: andar. Adicione o prefixo que quiser: rad, füß, auto e seja feliz. Aqui é muito, mas muiiiiito mais fácil de se fazer do que no Brasil.
Bremen tem uma estrutura muito legal de ônibus combinada com os straßen-bahn (algo como um bondinho, mas mais rápido), o que facilita muito sua vida. Combine isso com a pontualidade dos alemães, pronto, um sistema de transporte bom pra caceta. A primeira olhada no mapinha de transporte (http://www.bsag.de/_Linienuebersicht_2010_.pdf) pode assustar, mas logo logo você se acostuma. Tirando os horários noturnos que são mais esparsos, eu posso me arriscar a dizer que você nunca vai esperar mais de 15 minutos por um transporte. Da minha casa por exemplo eu tenho a opção de pegar um s-bahn até a parada seguinte, onde tenho várias opções para ir ao instituto, ou ir até a Hauptbahnhof (estação principal) onde tenho várias opções pra ir pra qualquer lugar. O legal aqui é que você não precisa ter medo de pegar 4 conexões por exemplo, porque elas muito provavelmente irão chegar no horário e terá lugar pra você sentar. Eu acho até engraçado porque a galera aqui é muito lenta pra fazer as coisas (tipo entrar e sair do bahn, achar lugar pra sentar)...meu, se esse povo pega um UFSC semi-direto no horário de pico morre. Sério. Morre esmagado, pisoteado só tentando entrar na porta. Sentar então? Pffffffff Tá de brincadeira né? Aqui, dependendo do ônibus, o motora espera você sentar pra arrancar. No Brasil ele mal espera você entrar. E tudo isso por 34,50 € mensal (ticket de estudante). Infelizmente não vamos conseguir o semester ticket, que é um ticket que te permite andar pra todo lado até cidades vizinhas, pra esse semestre (aprox. 105 €), porque o semestre já está no meio e ai teríamos que pagar duas matrículas: de agora até Out e de Out até Março o que totalizaria 440 €! Ainda assim 35 € é muito barato se você pensar em distâncias e opções de transporte.
E ainda tem o sistema de ciclovias. Aqui boa parte da cidade possui ciclovias, elas ficam junto a calçada de pedestres e tem tijolinhos vermelhos, facilitando a identificação e muiiiiiiiita gente usa bike. Pra eu que gosto de bike é um sonho. Ter o caminho livre pra você andar!! Mas tem que tomar cuidado também. Aqui tem regras pra bikes. Tipo, de noite você tem que usar um farol e uma luzinha traseira, há semafóros pra bicicletas...reza a lenda que se isso for desobedecido você leva uma multa federal. Bom, eu não sei de nenhum caso, mas enfim. Eu acho que seguir as regras do país em que você está morando é algo legal sabe? Você é o estrangeiro, você é o “invasor”, na minha opinião o mínimo que você tem que fazer é respeitar a cultura, o jeito de viver, as “regras” sejam elas explicítas ou não. Aqui por exemplo, a galera respeita o sinal de vermelho de pedestre, mesmo quando não há carro vindo. Meu instinto brasileiro doidão diz pra eu atravessar a rua e ponto, mas eu procuro sempre, atravessar na faixa e com o sinal verde...sei lá, tem gente que vai dizer que eu sou “otária” ou que “brasileiro pega o caminho mais curto”, mas eu tô de boa assim. Gosto de respeitar algumas regras obrigada e os alemães parecem apreciar isto. Sinto que vou me dar bem por aqui! =)

Hallo Deutschland!

O primeiro impacto da Alemanha foi bom. Tá, todo mundo falando uma língua e você entendendo apenas partes disso é meio foda, mas sei lá, eu que quis vir pra cá, ninguém me obrigou, gosto de desafios e estou feliz pacas.
A minha nova casa é bem legal (fotos abaixo). Eu divido um quarto dentro de uma casa. Na casa moram a dona (Sabine de 46 anos) e o filho dela (Felix de 16) e mais uma gatinha bem fofinha. Estou pagando 200 €, com tudo incluso, o que é a média daqui, tudo bem que temos que dividir um quarto (tem gente que paga isso e mora sozinho em um), mas tá bem de boa. Na casa tem tudo, máquina de lavar, secar, lavar louça, liquidificador, tv, milhões de panelas, tudo tudo tudo mobiliado o que facilita muiiiiiiito a nossa vida. E tem uma máquina de café expresso! Imagina qual foi o tema da minha primeira conversa com a dona da casa? Ehheheheheh “como usar a máquina de fazer café expresso”. A Sabine fala inglês bem, o que facilita a comunicação, já o filho só fala alemão, então quando a gente conversa com ele fica meio engraçado. O nível do nosso alemão é básico, então tipo, a gente entende bem se as pessoas falarem devagar e sobre assuntos do cotidiano mas palavras específicas como “aspirador de pó”, que aliás é “der Staubsauger”, eu nunca que ia saber. Eu ainda não consegui soltar o freio pra falar alemão e isso é ruim. Porque você entende as pessoas e quer falar, mas é óbvio que sua pronúncia não é lá essas coisas, pensa num gringo falando português, deve ser igual, só que ao contrário e as pessoas não tem paciência pra esperar porque sabem que você fala inglês. Nessas horas que eu penso: por quê o Brasil não foi colonizado por alemães? Hehehehe